Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

Porquê a renegociação da dívida?

O Bloco de Esquerda, para combater a recessão e, consequentemente, evitar a exploração dos cidadãos portugueses por parte do FMI propõe a renegociação da dívida externa. Ao contrário daquilo que o PS e PSD tentam veicular, o BE não propõe que não se pague a dívida e, muito menos, que Portugal se assuma a nível internacional como um “caloteiro”, encabeçando uma suposta lista negra. O buraco financeiro em que o nosso país se encontra, devido às más escolhas promovidas pelos governos dos últimos anos, já coloca Portugal no topo de uma lista negra juntamente com a Grécia e Irlanda – do FMI. Ainda assim, importa clarificar esta proposta. Em primeiro lugar, o exemplo da Grécia – com uma dívida externa maior do que a nossa. Volvido um ano da “ajuda externa” os juros subiram, o défice agravou-se, as condições de vida das pessoas também. Em segundo lugar, é necessária uma auditoria à dívida para sabermos concretamente o que vamos pagar e o porquê de o pagarmos. Em terceiro lugar, porque a renegociação da dívida é uma responsabilidade social – protege os salários, as pensões e o Estado Social que tanto tem vindo a ser atacado. Em último porque grande fatia deste empréstimo vai directo para os cofres da Banca – aqueles que são, também em grande medida, os responsáveis por esta crise. A alternativa não se centra na austeridade mas na renegociação da dívida. Esta proposta é essencial para a retoma económica e para a melhoria das condições de vida dos portugueses.

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